
4) Um patrimônio natural para as futuras gerações
Foi na procura por uma rota rumo à colônia ligando o Atlântico a Assunção que o explorador espanhol Alvãr Nuñes Cabeza de Vaca deparou com as gigantescas Cataratas do Iguaçu. O ano era 1542 e até então nenhum homem branco tinha visto essa beleza natural. No seu diário escreveu: “O rio dá uns saltos por uns penhascos enormes e a água golpeia a terra com tanta força que de muito longe se ouve o ruído”. Mas Cabeza de Vaca não teve muito tempo para admirar a descoberta, pois os índios que ali habitavam não eram nada receptivos.
Escondidas no meio da densa floresta, as Cataratas ficaram desconhecidas por muitos e muitos anos. A exploração turística começaria somente em 1901, quando dois viajantes argentinos, Victoria Aguirre e Gibaia y Nuñez, doaram dinheiro para a abertura de um caminho que permitisse acesso às quedas. À época, na margem brasileira, as Cataratas pertenciam à propriedade de um fazendeiro uruguaio.
Mas isso mudou quando visitantes descobriram o local e constataram que uma maravilha daquelas precisava ser preservada para as futuras gerações. Uma dessas figuras foi o inventor do avião, Alberto Santos Dumont. Em 1916, em visita à então Vila Iguaçu, Dumont ficou revoltado com o fato de aquele patrimônio natural estar nas mãos de um dono. O aviador prometeu providências. Foi assim que, naquele mesmo ano, as terras que abrigam as Cataratas do Iguaçu tornaram-se públicas e, alguns anos mais tarde, foram transformadas em parque nacional. Uma maravilha da natureza que ganha os olhos do mundo para que seja preservada como patrimônio do nosso planeta.