
1) Um espetáculo das águas
Em sua magnitude, a natureza encontra caminhos fantásticos para seguir seu curso. Na região onde hoje se encontra o Parque Nacional do Iguaçu, fronteira entre Brasil e Argentina, há um registro vivo dessa imponência. Cerca de 120 milhões de anos atrás, quando a Terra ainda se acomodava e derramava erupções vulcânicas, um grande desnível rochoso formou-se naquela região. Com o tempo, no meio das elevadas escarpas de basalto que ali se firmaram, a vegetação começou a brotar. A vida ali foi nascendo e assim a água chegou, caudalosa e turbulenta, para esculpir por entre fendas e falhas um dos mais deslumbrantes espetáculos do nosso planeta: as Cataratas do Iguaçu.
O Rio Iguaçu chega ao alto das Cataratas com uma largura de 1.200 metros. De lá, despenca majestosamente por entre 275 quedas, dispostas em um cânion que se estende por quase três quilômetros. Dependendo do volume de água e da vazão do rio, o número de saltos e a altura das quedas podem variar. O maior dos saltos, com quase 80 metros de altura, forma a Garganta do Diabo, uma enorme fenda em formato de ferradura.
A força do turbilhão que cai é tamanha que o som da água batendo nas pedras pode ser ouvido a quilômetros de distância. As partículas de água que se desprendem na queda formam nuvens e arco-íris, para delírio dos milhares de turistas que assistem de perto a esse espetáculo. Lá embaixo, toda essa água se espreme em um canal de apenas 65 metros de largura. E assim, como um artista que atinge o auge do seu show e alcança o êxtase do seu público, o rio descansa e segue seu rumo. É a maravilha da natureza!